quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Caso Piquet

Já pensei bastante sobre a polêmica Nelsinho Filho Piquet, Reanult e seus dirigentes. Já ouvi muita besteira de gente que entende pouco, mas o consenso é de muito repúdio.

O que Nelsinho fez, para mim, é bem diferente de outras estratégias de equipe presenciadas na F1. Deixar o seu companheiro passar, segurar outro competidor no braço, são formas bem diferentes de interferir, primeiro por que não necessariamente colocam a vida de pessoas em jogo. No caso Piquet, além de sua própria vida, temos que acordar que existiam outros pilotos na pista, além de expectadores, bandeirinhas. E não só isso, forçar uma parada, atrasar nos boxes, é diferente de causar um incidente que alterará toda a ordem da corrida, todas as estratégias de todos os outros pilotos. Foi muito baixo.

Mas o pior não foi isso. É o caso do cara inseguro, que sempre teve uma curiosidadezinha pequena de saber como seria dar a bunda. Belo dia, ele resolve testar. No fim, não gosta, e sabe que a curiosidade passou e que o ato não se repetirá. O cara é gay? Acho que não. Mas, a partir do momento que ele conta para todo mundo, o que vão pensar dele? Não tem mais volta, todos terão certeza de que se trata de um viado com V maiúsculo. E quem ganha com isso mesmo?!?! A F1 perde, a família Piquet perde, a Renault perde, o esporte perde, os patrocinadores perdem, e Nelsinho Filho vira Viado!!! Até agora não entendi a estratégia – quase tão baixa quanto o incidente – de levar isso a público. Guardasse para um livro, aos seus 80 anos de insanidade, mas não assim, por mágoa e vingancinha. Baixinho, bem baixo, quase do meu tamanho(rs).

Bem, peço desculpas pela metáfora preconceituosa (não tenho preconceito com homossexuais), pelas palavras de pouca qualidade, mas gosto da idéia de deixar minha opinião registrada, para que possa ler daqui 20 anos, depois de outro bom domingo de F1. E quem sabe assim, lendo este texto com meus filhos, usá-lo de exemplo do que não se deve fazer na vida.

Um comentário:

  1. Bezão, assino seu texto como se fosse meu. Corcordo de cabo à rabo (não o mesmo rabo prejudicado na metáfora).
    Esse ano continuo minhas apostas no bolão, mesmo péssimamente colocado, por respeito à voce.
    De que adianta torcer por um esporte que já não é mais vencido pelo melhor, e sim, pelo mais picareta?
    A partir de hoje, vou seguir o campeonato de futebol rural do distrito de Santa Rosa.
    Abraços

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